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Texto do dia 15/04/2016. 

    Não é que a vida é mesmo feita desses eternos “começar de novo”?

   Na verdade, conceito um pouco difícil de entender, porque, olhando de um ponto de vista macro, começar de novo só faz sentido partindo visões como a espírita, na qual se discute e acredita no fenômeno da reencarnação. Quem sabe se daqui a três milênios, seu “começar de novo” não vai ser sob a forma de uma plantinha lá na Dinamarca?

    Mas não é sobre isso que falamos aqui. Esqueça o macro, esqueça esse ciclo interminável que é a vida, porque ela não é um ciclo. Bom, não tanto assim.

     Hoje é sexta-feira, daqui a poucas horas vamos dar adeus a esse mesmo dia. A sexta-feira, 15 de abril de 2015, nunca mais vai existir, ela morreu para todos nós, bem agora. Acabou. Um minuto de silêncio, por favor.

     Então, começamos de novo amanhã, que é sábado e, assim, vamos levantando novamente toda vida. Uma nova semana. Um novo – tão emblemático – ano. Uma nova fase. Um novo colégio. Um novo emprego. Um novo amor. Um novo desamor. Um novo eu. Um novo você. Sempre e sempre e sempre, do começo, partindo daquele primeiro dominó empurrado quando demos o ar da graça nesse mundo.

     Não estamos falando aqui que, todos os dias, devemos esquecer quem fomos e nos concentrar no que somos hoje. Não é exatamente isso, porque quem somos hoje em muito deve agradecer ao fato de no dia anterior termos escovado os dentes às 23h, antes de assistir aquela série do Netflix.

     Nós somos as nossas ações passadas, mas também somos as ações que quisermos tomar no futuro, cientes de que, independente do que já fizemos, nada nos impede de fazer diferente ou fazer melhor. Ser uma versão melhor de si mesmo todo dia é o exercício mais simples do mundo, quando você se permite isso.


     Então, não é sobre ignorar o dominó que já empurramos e a estreita fila que já derrubamos. É simplesmente saber que podemos montar uma nova fileira desse jogo engraçado, mudando a forma, a distância, a posição, o que estiver a nosso alcance mudar. A única coisa que escapa a esse estado de reformulação é o próprio dominó. Serão para sempre aqueles, serão para sempre seus, assim como você – para sempre, sua. 

    Tudo o que precisamos é ter a coragem de encarar que não dá para ficar vivendo em função de dominós já derrubados. Então, levante-se, sacuda a poeira e coloque-os de pé novamente. Afinal, não é só de cartas que se faz um castelo...

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