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É sempre difícil começar um texto novo... Começar mesmo, sabe? Eu quase sempre sei do que quero falar, mas entro em parafusos na hora de tentar introduzir o tema em questão. É tipo puxar conversa com o crush... Você sabe onde você quer chegar, mas como começar sem parecer maluca e sem morrer naquele lenga-lenga de "Oi! Tudo bom? Fim da conversa".

Para mim, é sempre difícil começar qualquer coisa nova. Ou recomeçar algo antigo. Não faz muita diferença, porque, em ambos os casos, é preciso certa coragem, que eu mesma não sei se tenho. Alheia a isso, gosto de manter a utopia de que, em alguma lugar desse mundo, há uma pessoa que treme de excitação a cada vez que algo está para ter início.

Ironicamente, às vezes, essa pessoa pode ser eu.

Eu adoro começar qualquer coisa!

Eu adoro início e, ainda assim, os acho terrivelmente assustadores. Não é que eu seja maluca (ou talvez seja, o nome do blog não está aí à toa), é que partir do zero, ter uma página em branco é como ter um mural infinito de possibilidades. Há tanto a se desenrolar quando você se propõe a algo que foge do seu cotidiano atual. Dá para não sentir um frio na barriga?

Ah, o frio na barriga... Aquela velha sensação gostosa de lembrar, mas que pode causas pequenos surtos no momento em que está acontecendo. Ah, os começos...

Não sei se dá para culpar a astrologia (na verdade, sempre dá), mas eu tenho uma gama enorme de universos paralelos se desenvolvendo na minha cabeça. Alguns otimistas demais, outros tão pessimistas que apavoram. Não tenho régua para isso, nunca estou na medida. Muito lá, muito cá... Tentando equilibrar essas pequenas grandes confusões de expectativas que eu mesma crio.

Insatisfeita, desenhar as possibilidades na primeira página não me bastam e eu esboço inteiro esse livro da realidade. Tento me preparar e me acostumar, na medida do possível, com as reviravoltas muito bem arquitetadas que eu já supus me esperarem no caminho. Deve ser mal de tímidas metidas a escritoras... Querer que cada novo período da faculdade dê pano para manga para, no mínimo, uma trilogia distópica. Olha que, às vezes, dá mesmo! 

Só que junto com a trilogia, vem também a espera. A ânsia de poder ver, afinal, as situações que você pensou se materializando no dia-a-dia... Mas quase nunca é isso que acontece. É por isso que acho começos tão complicados!

Iniciar qualquer coisa, para mim, é ser obrigada a perceber que a vida é uma escritora muito melhor do que eu penso ser. Ela foge aos meus clichês e pisa nos meus plot twits com sutil firmeza, me colocando em sinucas de bico, provocando surtos em situações perfeitamente cotidianas... Mas nunca (nunca!) dando o braço a torcer para tudo aquilo que eu me propus a imaginar. 

A quebra da expectativa, às vezes, é dolorida, mas, com o tempo, a gente percebe que nunca é decepcionante. Iniciar qualquer coisa é criar oportunidades para que a vida te surpreenda com pouco, para que as zonas de conforto as quais a gente se apaga tanto caiam por terra. Criar oportunidades para que todo novo dia seja realmente novo e sempre incrível. É por isso que eu adoro o fato de os começos serem tão complicados! 

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