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#Sentaaquievamosconversar

“Com a felicidade, quanto mais você tem, mais todos têm!”
(Documentário Happy – Você é feliz?)


Como um efeito dominó... Com o amor, quanto mais você tem, mais todos têm!


Quantas oportunidades já foram abandonadas e esquecidas em nome do amor? Quantas vezes um coração já apertou por escolher abrir mão de algo particular e sincero por conta de um sentimento que deveria ser pacífico e feliz?

Longe de tocar na ferida do relacionamento abusivo (embora seja um assunto de importância magnânima entre tantos outros já mencionados aqui), algumas questões do cotidiano se desenrolam de forma muito mais sutil. Pouca atenção se dá aos futuros idealizados e coloridos que são discretamente deixados de lado quando alguém se deixa ceder ao caminho de outras pessoas “em nome do amor”. Feliz ou infelizmente, quase sempre toda essa sutileza e discrição é a parte mais significativa da vivência humana.

Acontece. Essa é a primeira coisa a qual se precisa aceitar. Ainda que não aconteça com você, acontece com alguém em algum lugar do mundo – quase como todas as coisas que se desenrolam no planeta.

Sem ninguém pedir, sem ninguém ameaçar, sonhos e mais sonhos vão sendo deixados de lado quando o amor parece florescer em uma relação qualquer. O tema principal de toda uma vida parece passar a ser a felicidade do outro e, sinceramente, não há nada de mal nisso; chega a ser empático, bonito mesmo. Mas, antes desse “outro” aparecer, sempre houve um “eu” formado por desejos e aspirações próprios. A questão brota, espontânea: será que dá tempo? Será que, em uma só vivência, é possível atender a ânsias de dois corações latentes?

Para falar a verdade, quase sempre dá, mas dá em meio aos pequenos feitos que surgem, de repente, no cotidiano. É sublime demais atender aos apelos de alguém; é um processo que começa no minuto em que se relaciona com o alheio, em que se permite a troca. Ninguém realmente tenta ser excepcional para aqueles com quem ainda não se construiu laços, mas é exatamente por isso que a excepcionalidade surge. Simplesmente acontece quando é espontâneo.

As pessoas, no geral, se conectam naturalmente e, quando isso ocorre, elas acabam por se suprir, sem se esforçar, com a contraposição existente entre o que já conhecem e a realidade e vivência de outros. É nesse caminhar lento, contínuo e imperceptível, que é possível fazer de todo coração sonhador um sucesso em si mesmo, apenas somando outro coração de igual potencial de sonhos.

Só que essa é a teoria e, por mais duro que seja, no cotidiano apressado, nem sempre as coisas são assim. “(...) Toda essa sutileza e discrição é a parte mais significativa da vivência humana” é uma noção que demora a ser atingida no dia-a-dia do sistema de produção compulsiva e, mesmo ao conseguir atingi-la, por vezes, é difícil aceitar.

Todo ser transforma outro ao atravessar sua história, tudo que se faz – por mais mínimo que seja – tem potencial para florescer em outra pessoa. É o natural do elo humano, acontece sem que se dê conta, mas, então, alguém diz que é preciso se dar conta. Dentro da rotina, impõe-se que é necessário mensurar as coisas – tudo, sem exceção –, inclusive as relações. O que eu faço pelo outro? O que fulano faz por mim? Por que ciclano não me retribui da forma que eu espero? Eu estou fazendo o suficiente?

Respire fundo.

Pode ser chocante aceitar, mas não, essa preocupação obsessiva em atender ao outro não é nem um pouco necessária. Na verdade, em certos casos – principalmente em momentos de amadurecimento pessoal –, pode ser até mesmo perigosa. É uma espécie de cegueira quando você gosta de uma pessoa e quer vê-la feliz a ponto de se permitir mergulhar em um espiral único de ambições que não te apetecem.

Perseguir aspirações alheias leva tempo e, por mais que seja uma inclinação social agir de tal forma, cedo ou tarde, é preciso olhar para aquele “eu” anterior à relação construída. Não seria doloroso enxergar todos os sonhos dele apoiados em um caixote velho acumulando teia de aranha?

Pois é... Para essa dedicação completa ao sucesso alheio, infelizmente, não há tempo dentro desses dias de 24h; pelo menos, não diante dos sonhos que sempre te pertenceram...

Sabe, ainda bem que é assim!

O fato de não se esquecer das próprias vontades implica também na percepção de que todo mundo tem uma ambição em particular (seja em qualquer campo: profissional, financeiro, amoroso, social, entre tantos outros). Isso é incrível! Dessa forma, cada ser humano que anda pela Terra hoje pode se dedicar aquilo que quer, da sua própria maneira, e, a partir de então, amadurecer e crescer com seus acertos e erros específicos. Ninguém cresce inteiramente se não tiver a chance de errar algumas vezes. Privar (a dita “proteção”) qualquer um disso chega a beirar o egoísmo.

O clichê “é preciso amor próprio para poder amar o próximo” cai aqui como uma luva, porque é apenas amando a si mesmo o suficiente que se torna possível visualizar seus sonhos com a devida importância e, a partir disso, ter alguma participação no sonho do outro, sem auto-abandono. A questão não é ignorar as vontades alheias e se fechar em seu sucesso e ego pessoal, mas, sim, saber reconhecer seu potencial de auxílio, atuando de forma significativa, sem tomar para si futuros que não te pertencem.

Não faça pelo outro baseado em “ele(a) é meu namorado(a)”, “ele(a) é meu amigo(a)” , porque isso não é sincero e apenas constrói caminho  ao frustrante “eu fiz isso por amor” – frase que raramente é verdadeira.

Faça pelo outro baseado na espontaneidade de um fluxo solidário contínuo, porque esse é o caminho construído pelo amor genuíno, aquele que, independente da rota, te levará aos seus próprios sonhos. É o caminho que, ao ser questionado "por quê?", falta-lhe respostas tangíveis, mas que leva a uma profunda felicidade interna.

Do alto da incerteza humana, eu afirmo ser essa uma das sutilezas da vida: a felicidade de um é combustível para a felicidade de todos

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